Já sou acompanhante à algum tempo! Nunca senti que houvesse algum desprezo pela minha profissão, só agora, aqui na Madeira. Se pensam que são melhores que eu? Deixo aqui o desafio: Provem! Estou farta que pensem que sou tontinha ou burra! Não sou, sou sim, uma pessoa culta e vivida.
Aqui na Madeira à poucos clientes provenientes da net, ou site. Passo a explicar a diferença entre um cliente de site ou jornal:
Um cliente que vem da net, logo à partida é uma pessoa mais informada uma vez que, usa uma ferramenta contemporânea. Quando marca o número, já está informado das “fees”, das fotos, serviços prestados, é só uma questão de química, ou não, numa primeira fase ao telefone. Um cliente do jornal só tem a informação que se encontra no papel. As perguntas são sempre as mesmas. A triste diferença é o facto de não se preocupam com qualidade mas sim, com preço. De preferência barato, muito barato, ou seja, querem é ejacular, não que o propósito do cliente da net, seja diferente, mas querem algo mais, calor humano e uma possível intimidade futura sem compromisso.
Sem dúvida, são muito diferentes!
Passo a transcrever algumas conversas, tidas por mim, ao telefone com clientes de jornal. Como estou na Madeira, tenho que mencionar que estas transcrições são de clientes madeirenses:
1ª Transcrição:
- Satine – Estou sim?
- Cliente – Posso ir ter contigo?
- Satine – Já me conhece?
- Cliente – Não…, Quanto custa?
- Satine – Valor Y
- Cliente – Eh pá, isso é caro! E fases tudo?
- Satine – (sem resposta)
2ª Transcrição:
- Cliente – Olá querida! Como é que isso funciona? O preço? Onde estás?
- Satine – (a voz do outro lado da linha era tão asquerosa que, desliguei o telefone)
3ª Transcrição:
- Cliente – Olá, vi o teu anúncio! Como é que isso funciona? Quanto custa?
- Satine – Valor Y
- Cliente – Eh pá, é caro! E a noite toda?
- Satine – Se acha caro uma hora, não vale a pena saber o preço de uma noite inteira
- Cliente – OK, dou-te 500€, é pegar ou largar!
- Satine – Não se incomode, não quero.
4º Transcrição:
- Cliente – Olá, então quanto é que levas?
- Satine – Disse o valor…
- Cliente – Dinheiro para mim não é problema! Amanhã vou ter contigo e até te mostro a conta bancária.
- Satine – (Nunca acreditei em quem, gratuitamente afirmasse que tem dinheiro, normalmente, quem tem, não diz.)
Tenho vindo a confirmar que os madeirenses pensão que nós, somos “carne para canhão”, mas eu, não sou. Respeito o próximo e, exijo respeito…
Ressalvo aqui que, nem todos os madeirenses são iguais, e que, estas pequenas, mas fiéis transcrições incompletas, são verdadeiras.
Lamento, vou embora desta ilha…
Beijos
Satine

