Amor provinciano…
Criei algumas amizades enquanto permaneci em Lisboa. Entre ausências de Portugal e a capital, no total, permaneci um período de quatro meses seguidos naquela cidade cosmopolita. Adquiri cumplicidade entre clientes e amigos. Informei que estava de regresso às origens, Cascais. Eles disseram que claro, viriam visitar-me a Cascais afinal, a distancia é curta. Perfume que se desvaneceu, não faz mal… No máximo, enviarei uma mensagem e uma ou duas pessoas, nada mais. Admito que tenho alguma mágoa que, para eles somente o sexo conte, para mim, não… Não recebo qualquer pessoa. Apesar de ser acompanhante, lamento a existência a primazia do sexo. E que tal, onde está a confiança, a partilha a descontracção? Não se preocupem, pelo sexo à muita oferta em Lisboa.
Estou feliz em Cascais, não me arrependo. Fui verdadeiramente surpreendida pela calorosa recepção dos meus saudosos amigos desta cidade que não me “ punham a vista em cima”, já vai para três anos. Faz, mais coisa menos coisa, três semanas que estou em Cascais, tive um único incidente de percurso que vou aqui partilhar com todos: Um “rapaz”, na casa dos trinta, andou a maçar-me durante dois dias. Marcou comigo para o dia seguinte por volta do meio-dia, não compareceu ao compromisso, deve ter sido a sua vingança. Ainda bem, se não fosse tal vingança, não me teria divertido com o “Tagus”… Homem charmoso, corpo bem cuidado, bom de cama… Sei que ultimamente tenho abordado bastante o assunto do meu gosto desenfreado pelo” cunilinguinium” ele, não me fez, não me lambeu o sexo, limitou-se a comer-me em várias posições intercaladas, para lhe chupar o saudável membro erecto. Foi muito húmido… No final, questionei-o sobre um “ménage à trois”, interessou-se… Terminamos com esta foto! 
Beijos
Satine




infelizmente, está mesmo instalada, até para as acompanhantes de nível, todas nós, temos de colocar pão na mesa e pagar as contas.
ser humano com muito nível e classe.
Num contacto entre cliente e escort, verifica-se se existe algum tipo de afinidade, se esta se confirmar, marca-se o encontro… Tal encontro, pode começar por um jantar, passeio ou, simplesmente um café, acompanhado por uma conversa agradável num local aprazível. No entanto, tanto a escort, como o cliente, sabem como termina, por isso mesmo, foi acordado um valor desde o início. Nenhum homem, usufruindo e, podendo desfrutar de uma bela companhia feminina, a dispensa sem o coito. Tudo isto não foi comentado na “Grande Reportagem” da SIC. Antes pelo contrário, só comentaram o luxo, glamour, viagens e grandes quantias monetárias, muitas vezes somente, em troca de companhia, de uma conversa agradável ou, quanto muito, uma massagem. Tudo falso! Sou uma acompanhante. Na verdade, já recebi quantias elevadas mas, no final ou no princípio, ouve sempre sexo e, verdadeiramente falando, quem mais paga são os homens árabes, (cuidado! não são fáceis).
abri muitos sites na Internet, marquei muitos números, subi muitas escadas de prédios e elevadores, entrei em muitos apartamentos e, finalmente, ejaculei em muitos leitos, juntamente com senhoras que tinha acabado de conhecer. Este último paragrafo a titulo de apresentação porque, o que me leva a escrever aqui é a falta de sensibilidade, a falta de frontalidade e, em ultima instancia a falta de respeito que alguns homens, clientes, mostram ter quando ligam.
Sem querer tirar o direito ao cliente, a fazer todo o tipo de perguntas e tirar todo o tipo de dúvidas, afinal, irá eventualmente pagar, existem diversas maneiras de o fazer. Além disso já é bem velho ouvir-mos dizer “se queres ser respeitado, dá-te ao respeito e respeita os próximo” e, mais antigo ainda, “ não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”. Assim, deixo aqui umas questões! Será que uma mulher, por alugar o seu corpo ou, por se prostituir, merece ser tratada de maneira diferente das outras? Não é ela, antes de ser prostituta, um ser humano?
