Segundo o novo o novo testamento, Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de São João Batista, no Evangelho de São João: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (João, 1:29) e uma constatação de São Paulo “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázmos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.” (1Co 5:7). Na missa, os católicos repetem a frase de João Baptista.
Jesus Cristo, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso, Deus teria designado sua morte exactamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.
A sequência da liturgia para todos os domingos do Ano Cristão está na dependência da Páscoa, excepto os domingos do Advento, que são sempre quatro Domingos antes do Natal, não importando se cai no Domingo ou em outro dia da semana.
Como, segundo a tradição cristã sustentada no Novo Testamento, Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a prática de algumas igrejas se reunirem aos domingos, e não aos sábados, como fazem os judeus (sabbath). Esta tradição foi modificada posteriormente por algumas Igrejas de inspiração protestante (como a Igreja) que interpretaram o costume judeu em relação ao sábado fazendo dele um dia exclusivo de adoração. Diferentemente das igrejas ocidentais e ortodoxas, as Testemunhas de Jeová têm no dia do calendário hebraico 14 de Nisã, a data mais importante de sua doutrina, correspondendo à data da Páscoa judaica quando Jesus fora morto após o pôr-do-sol ou o início do dia 14 do calendário judeu. Portanto, nesta data, celebram a morte de Jesus como sacrifício propiciatório a favor da humanidade, não observando os demais costumes “devido à sua origem não cristã”, afirmam elas.
Satine








