Ao folhear uma revista deparei-me com uma reportagem realmente interessante.
![2584839-O-carimbo-que-vc-ganha-ao-entrar-na-Prisao-de-San-Pedro-0[1] 2584839-O-carimbo-que-vc-ganha-ao-entrar-na-Prisao-de-San-Pedro-0[1]](http://lasatine.files.wordpress.com/2009/07/2584839-o-carimbo-que-vc-ganha-ao-entrar-na-prisao-de-san-pedro-01.jpg?w=300&h=225)
Passear na prisão.
Hollywood já esta a preparar um filme sobre este turismo prisional. A versão cinematográfica está a ser feita pela empresa produtora do Brad Pitt, deverá sair no próximo ano.
A novidade começou por correr entre os turistas de mochila, através de um recluso britânico, Thomas McFadden, que passou quatro anos “dentro” por tráfico de droga, entre 1996 e 2000. A uma certa altura foi recompensado com uma noite de liberdade vigiada, nessa noite conheceu uma turista de mochila, obsequiou-a com as histórias espantosas da vida em San Pedro, ela insistiu em ver as coisas com os seus próprios olhos. Depois disso a mensagem começou a circular entre pousadas de juventude, Thomas estava lançado no negócio das excursões. Alguns turistas chegavam mesmo a ficar de um dia para o outro para beneficiarem da cocaína a preso reduzido produzido no laboratório da prisão San Pedro.
Depois da libertação de Thomas as coisas agravaram-se os turistas eram roubados e, vendido “crack”. Pouco depois as excursões foram completamente proibidas. Os mais persistentes continuaram a espera, até que uma turista decidiu ser mais óbvia e encostou-se a uma esquina da prisão, olhou viu um homem atarracado bem vestido perguntou-lhe se “esperava alguém”.
Apresentou-se com Kenny, um antigo recluso, que agora ganhava a vida do turismo prisional, ele cobrou 28,5 euros e ela era a 31º visitante naquele dia, num dia normal o nº de visitantes ronda os 50.
A visita durou duas horas houve oportunidade de comprar recordações ou comida caseira feita pelas mulheres dos presos, a escolta é feita por reclusos.
San Pedro é a prisão mais célebre da América do sul. Os reclusos têm de pagar as suas celas, os pobres partilham tugúrios enquanto os ricos se instalam em salas que mais parece estúdios. Os mais empreendedores podem ter um negócio ex. restaurantes interno, carpinteiros, barbeiros, etc…
Famílias inteiras vivem lá dentro com mulheres e filhos dos reclusos a entrar e sair livremente.
Autora
Vicky Backer
Beijos
Satine